UNIFORMIZAR PARA BEM CONTROLAR: IMPLICAÇÕES DO CURRÍCULO PADRONIZADO AOS PROCESSOS FORMATIVOS ESCOLARES
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-032Palabras clave:
BNCC, Currículo, Padronização, Educação EscolarResumen
O objetivo deste artigo é analisar, criticamente, o movimento de padronização curricular instituído pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na educação brasileira. Sob o discurso de promover maior coerência entre os currículos escolares, a BNCC apresenta-se como proposta de uniformização curricular, visando à formação de estudantes alinhada às demandas do século XXI. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico realizada a partir de revisão de estudos publicados nos últimos cinco anos junto à base de dados SciELO. Apresenta como problemática: em que medida a padronização curricular, pautada pela uniformização dos processos formativos escolares, reduz as possibilidades da formação crítica e emancipatória? Como critérios de seleção, consideraram-se produções que discutem a relação entre currículo e processos formativos no contexto das escolas públicas brasileiras, excluindo-se pesquisas voltadas às redes privadas ou ausente de revisão por pares. Constatou-se que a padronização curricular pode limitar a compreensão crítica do fenômeno educativo ao privilegiar a adaptação às exigências externas em detrimento de perspectivas emancipadoras e formativas. Conclui-se que a valorização da diversidade educacional brasileira constitui elemento fundamental de resistência aos processos de centralização e uniformização curricular, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas contextualizadas e socialmente comprometidas.

