TERAPIA COM PLASMA RICO EM FIBRINA (L-PRF) EM CIRURGIAS BUCOMAXILOFACIAIS: BENEFÍCIOS E LIMITAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-031Palavras-chave:
Cicatrização, Cirurgia Bucal, Fibrina Rica em Plaquetas, Regeneração ÓsseaResumo
A fibrina rica em plaquetas e leucócitos (L-PRF) é um biomaterial autólogo obtido a partir do sangue do próprio paciente, amplamente utilizado em terapias regenerativas na cirurgia bucomaxilofacial. Sua aplicação clínica tem sido associada à liberação gradual de fatores de crescimento capazes de estimular angiogênese, cicatrização tecidual e regeneração óssea. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão da literatura, as principais aplicações, benefícios e limitações do uso do L-PRF em procedimentos da cirurgia bucomaxilofacial. Foi realizada uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa, com busca nas bases de dados PubMed, Web of Science, Scopus e ProQuest. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 29 estudos foram incluídos na análise, contemplando ensaios clínicos, revisões sistemáticas e estudos experimentais que investigaram o uso do L-PRF em diferentes contextos cirúrgicos. Os resultados indicam que o biomaterial apresenta efeitos positivos na cicatrização de tecidos moles e duros, com redução da dor e do edema pós-operatório, além de favorecer a regeneração óssea em procedimentos como exodontias, preservação alveolar, enxertos ósseos e implantodontia. Quando associado a biomateriais, o L-PRF pode contribuir para a estabilização dos enxertos e para a melhora da vascularização do sítio cirúrgico. Entretanto, seu uso isolado em procedimentos de maior complexidade, como levantamento de seio maxilar, apresenta limitações devido à ausência de propriedades estruturais adequadas para manutenção do espaço regenerativo. Além disso, a heterogeneidade dos protocolos de preparo e as variações biológicas entre pacientes podem influenciar os resultados clínicos. Conclui-se que o L-PRF representa um biomaterial promissor e seguro na cirurgia bucomaxilofacial, especialmente quando utilizado como adjuvante em terapias regenerativas, sendo necessários estudos clínicos mais padronizados para consolidar suas indicações.

