EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL E GESTÃO ESCOLAR: LIMITES E POTENCIALIDADES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-011Palavras-chave:
Escolas de Período Integral, Gestão Educacional, Formação de Professores, Políticas Públicas, Desempenho AcadêmicoResumo
Este estudo analisa reflexivamente os impactos do modelo de escolas de período integral e suas consequências na gestão educacional, com foco nas dimensões organizacional, pedagógica e na formação docente. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, que examinou publicações nacionais e internacionais realizadas entre 2018 e 2025, indexadas em bases reconhecidas (SciELO, Portal de Periódicos CAPES, ERIC e Web of Science). A análise do conteúdo possibilitou a sistematização de três analíticas: 1) formação docente e a inovação pedagógica; 2) impactos administrativos e organizacionais; e 3) efeitos sobre desempenho acadêmico e equitatividade educacional. Os achados apontam que a ampliação da jornada escolar pode potencializar oportunidades de aprendizagem, favorecer a diversificação curricular e contribuir para a mitigação de desigualdades educacionais, principalmente em contextos de vulnerabilidade social. Ademais, a efetividade do modelo é condicionada por desafios estruturais, como limitações de infraestrutura, resistência docente à reorganização do trabalho pedagógico e instabilidade no financiamento público. Conclui-se que a consolidação das escolas de período integral requer estratégias de gestão integradas, articulando políticas de formação docente contínua, alocação adequada de recursos e diretrizes públicas consistentes e sustentáveis

