INVESTIMENTO PÚBLICO NA FORMAÇÃO DE DOUTORES NO EXTERIOR: EXPECTATIVAS DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-016Palavras-chave:
Mobilidade Internacional, Bolsa de Estudos, Brain Drain, Rede Egocêntrica, NovaçãoResumo
O artigo analisa a Novação como mecanismo de repactuação da obrigação de retorno associada a bolsas brasileiras no exterior, examinando como ex-bolsistas aprovados nesse instrumento mantêm colaborações científicas com o Brasil. Trata-se de um estudo exploratório, baseado em análise bibliométrica e de redes egocêntricas de coautoria. As redes foram construídas no VOSviewer, com a extração dos indicadores Força do Link, Força Total do Link e cálculo do Indicador de Intensidade da Colaboração, incorporando a dimensão temporal. Os resultados evidenciam padrões distintos: em parte dos casos, observam-se colaborações recentes com autores vinculados a instituições brasileiras; em outros, as parcerias de maior intensidade se concentram em atores internacionais. Os achados indicam que faz-se necessário ajustes no instrumento de Novação, para que ele possa, para além do retorno do investimento, ser um instrumento também de manutenção de vínculos colaborativos com a diápora brasileira.

