A CONSTRUÇÃO DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA PESSOA SURDA ENTRE PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-005Palavras-chave:
Representações Sociais, Pessoa Surda, Educação Especial, Inclusão Educacional, LibrasResumo
O presente artigo analisa a construção das representações sociais da pessoa surda entre profissionais da Educação Especial, considerando os impactos dessas representações nas práticas pedagógicas e nos processos de inclusão educacional. A pesquisa justifica-se pela permanência de concepções historicamente marcadas pelo modelo médico-clínico da surdez, que ainda influenciam a atuação profissional e podem comprometer o reconhecimento da diferença linguística e cultural da pessoa surda. O objetivo do estudo consiste em discutir, à luz da Teoria das Representações Sociais, os significados atribuídos à pessoa surda no contexto da Educação Especial e suas implicações para a educação inclusiva. A metodologia adotada caracteriza-se como uma pesquisa de natureza qualitativa, de abordagem teórica e bibliográfica, fundamentada em autores clássicos e contemporâneos das áreas da Psicologia Social, Educação Especial e Estudos Surdos. Os resultados indicam que coexistem representações sociais antagônicas entre os profissionais, ora ancoradas em concepções deficitárias da surdez, ora alinhadas à perspectiva socioantropológica, que reconhece a pessoa surda como sujeito de direitos, pertencente a uma comunidade linguística específica. Conclui-se que a formação inicial e continuada dos profissionais da Educação Especial desempenha papel central na ressignificação dessas representações, sendo fundamental para a consolidação de práticas pedagógicas inclusivas e equitativas.

