DA FORMAÇÃO ÀS PERCEPÇÕES DE DOCENTES QUANTO À INCLUSÃO DE ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA EM RONDÔNIA
DOI:
https://doi.org/10.55905/reiv6n1-009Palavras-chave:
Educação Inclusiva, Formação Docente, Percepções, Educação Infantil, TEAResumo
Este estudo tem como tema a inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na classe comum da Educação Infantil. A pesquisa se propõe a responder: quais as percepções de docentes da Educação Infantil de uma escola municipal de Ariquemes sobre a inclusão de alunos com TEA na classe comum? O objetivo geral é analisar essas percepções, considerando que os docentes exercem papel fundamental nas práticas inclusivas. A justificativa baseia-se na relevância de compreender as experiências, desafios e necessidades dos professores, o que pode subsidiar políticas públicas e estratégias pedagógicas mais eficazes. De natureza aplicada, com abordagem qualitativa e objetivos descritivos e explicativos, a pesquisa adotou como procedimento técnico o levantamento de dados, utilizando entrevistas com três professoras como instrumento de coleta. A análise de conteúdo organizou os dados em quatro categorias: perfil dos participantes; experiências com a inclusão de alunos com TEA; organização do trabalho pedagógico; e suporte para a inclusão. Os resultados apontaram a carência de formação inicial adequada e a necessidade de capacitação continuada. As docentes relataram falta de recursos pedagógicos adaptados, ausência de apoio especializado e dificuldades em adaptar o currículo e lidar com comportamentos desafiadores. Reforçaram ainda a importância de estratégias diferenciadas e suporte emocional para atender às especificidades dos alunos com TEA. Conclui-se que é essencial investir em formação docente e estrutura de apoio para tornar o ambiente escolar mais inclusivo, acolhedor e preparado para atender à diversidade na Educação Infantil.

